“A adoração não é um estilo de música, é uma atitude sincera do coração do homem para com Deus”.

 

O dia 13 de julho é reconhecido no Brasil como o Dia Mundial do Rock. A data que celebra anualmente o estilo musical foi escolhida após o megaevento chamado Live Aid, que aconteceu em 13 de julho de 1985 nos EUA. Mediante a essa data comemorativa, trouxemos uma entrevista com o cantor PG para falar sobre rock e adoração. Então puxe sua cadeira, sente-se a mesa e venha para essa conversa com o ministro:

Nos conte um pouco da sua história e como tudo começou. 

Tudo começou quando eu era muito novo, com dois anos de idade eu já amava música. Minha mãe cantava no coro da igreja, dois tios meus foram musicistas profissionais por anos e então eu cresci com tudo isso ao meu redor. Aos 6 anos eu comecei a entender melhor todo esse ritmo de vida e meu primeiro disco de rock foi o dos The Beatles. 

Eu não era cristão protestante na época, então o rock que eu comecei ouvindo foi The Beatles, Led Zeppelin, Guns N’ Roses e por aí foi até que em 1993, quando eu aceitei a cristo como Senhor e Salvador, comecei a descobri uma gama de bandas e cantores da música gospel cristã mundial e nacional; desde então me apaixonei de vez.

Eu já amava o rock and roll e quando conheci bandas cristãs eu pensei: uau, isso é possível! Foi maravilhoso! 

Nessa época eu conheci Stryper, Petra, Bride… nossa, me falha a memória agora tantas outras bandas, mas tem Fighter, Mortification, todas internacionais, já as brasileiras tinham Rebanhão no pop rock, o próprio Prother Simion, Resgate, Oficina G3 que estava no início de tudo, Atos 2 e tantas outras bandas que passaram. Tudo começou em 93 e já  faz 26 anos que venho falando de Jesus no rock.

Quais foram os maiores desafios que você enfrentou em sua caminhada?

Eu acho que a maior dificuldade que enfrentamos no brasil, como músicos, é você conseguir viver dela. São muitos estudos dentro de casa, como seu instrumento, a arte da música, a postura… São muitas coisas e as pessoas acham que é só compor uma música e sair tocando. 

Hoje a gente vê muito isso na internet né, com o mundo digital, mas não é bem assim. Na verdade as pessoas, por mais que elas postem coisas na internet, elas tem que ter um tempo de capacitação e de estudo, sabe? Pra nós conseguirmos ter um instabilidade é preciso mostrar para o mercado e para todos aqueles que querem ouvir uma música sua, que você está produzindo algo de qualidade. 

Todo mundo ama música, quer ouvir música e consomem muita música mas na hora de prestigiar, pagar para um evento, um show, um projeto ou comprando um CD, as vezes as pessoas tem um pouco de dificuldade em entender isso, que ser músico é uma profissão e muito árdua além de gerar custos altos para produções. Então assim, é provar dia após dia de que o que você faz é profissional e que a maior parte do tempo que você gasta é onde as pessoas não veem. As pessoas veem aqueles cinco minutos de música, duas horas de culto, de show, de apresentação, mas onde você mais gasta tempo não é mostrado. Acho que o mais difícil é isso!

Quando você começou a cantar o gênero “rock”, como a igreja recebeu o rock cristão? 

Então, quando eu entrei na igreja eu já curtia rock and roll. Pra mim o rock era uma coisa que andava comigo, não tinha como desvencilhar isso. Eu aceitei a Jesus inclusive em um culto em uma igreja de São Paulo, em fevereiro de 1993, onde estava tocando bandas de rock e de blues, um outro gênero musical que eu sempre amei. Após me converter eu fiquei um ano mergulhado em estudos bíblicos para conhecendo a palavra e quando eu comecei a acompanhar algumas bandas e amigos na igreja, ajudando como músico substituto, eu me espantei com pessoas que ainda, naquela época, me desculpa pela palavra, demonizavam o rock e falavam que era do diabo. Eu pensava: poxa mas, eu sempre gostei de rock e agora eu entendi que o estilo de música não pode taxar uma pessoa de ser crente ou não!

Isso foi passando, até que um dia Deus me deu uma frase muito interessante que fala assim: a adoração não é um estilo de música, é uma atitude sincera do coração do homem para com Deus.

Essa frase é minha, Deus me deu e no meu primeiro CD solo chamado “Adoração”, que eu lancei em 2004, as pessoas se chocaram achando que eu havia mudado o estilo de música. Quando elas ouviram o CD, que era rock pesado, na mesma vibe que eu fazia na época com o Oficina G3, elas se assustavam. Algumas pessoas amaram aquilo e outras detestaram. Durante esse tempo eu era convidado para tocar em igrejas que as pessoas achavam que eu iria cantar músicas baladinha ou diferentes do meu estilo, até que eu comecei a explicar que adoração não era um estilo de música, mas uma atitude de vida. 

Fale sobre o rock e a adoração. Como juntar as duas coisas?

A adoração é uma atitude que você tem todos os dias sendo cristão porque nós adoramos a Deus com os nossos atos. Quantas vezes nós ouvimos na igreja: agora vamos adorar a Deus com nossos dízimos, nosso louvor, ouvindo a palavra… Então, adoração não é um momento da vida, do culto, da música. Adoração é atitude de vida e a gente gosta de estilos musicais. Alguns gostam de pagode, samba, forró, e isso não tem problema desde que o que você faz não denigra o nome de Cristo. Por exemplo: eu amo rock mas não preciso estar drogado ou falar palavrões para curtir esse estilo, porque isso não é a essência do rock. As pessoas usam dos estilos musicais para terem atitudes erradas e deixarem com que aquele estilo leve a fama ruim. Mas quem dá a fama para o estilo são as pessoas, o estilo não tem fama em sua essência. Estilo de música não salva ninguém, quem salva é cristo e isso é uma atitude que você tem que tomar para mudar de vida! 

Fazendo uma reprise de tudo o que você viveu com o rock cristão, o que você acha que mudou do início de sua caminhada para agora?

Nossa, tantas coisas mudam né?! Até a forma de consumir música hoje mudou!

Acho que 5% das pessoas ainda consomem o CD, eu particularmente faço CD porque eu gosto que as pessoas tenham essa oportunidade de ter aquilo fisicamente para ler as músicas, saber quais músicos estão tocando ali, a arte gráfica e etc. Mas fora isso a tecnologia ajudou muito, hoje nós vemos estúdios, na grande maioria são home estúdios, onde você tem uma qualidade incrível de gravação e essa modernidade ajudou demais. Me lembro que na época, quando começamos, queríamos fazer algumas fotos legais e isso custava uma grana absurda para comprar uma máquina e pagar alguém para tirar. Já hoje nós temos máquinas fantásticas com preços em conta, os próprios celulares né, já ajudam muito. Esse tipo de situação mudou muito e ajudou bastante também.

Nos conte sobre seu novo projeto.

Eu estou com um novo CD que acabei de lançar pela OniMusic inclusive. Saiu tem dois meses, está muito neném ainda. Foi lançado no dia 01 de maio e a gente está curtindo ainda esse momento, recebendo feedback e etc… 

O CD já tem doi singles, um saiu antes do CD, que é a canção “Isaías 9” que fala sobre o texto do profeta Isaías, da vinda de Jesus o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Vale a pena conferir, tem um lyric vídeo no meu canal do Youtube. E no dia que saiu o CD a canção “Adorai Somente a Deus” saiu, que é um rock pesado, relembrando minhas origens.

Esse CD é bem rock and roll e ele vem mostrar esse lado PG do início da carreira e de como tudo começou. E nós estamos trabalhando, pretendemos lançar pelo ao menos mais dois clipes que são de duas músicas muito pedidas. Graças a Deus os eventos estão aparecendo, os projetos estão surgindo e o CD está sendo muito bem comentado. Eu fico muito feliz com isso, esperançoso com aquilo que Deus tem feito e irá fazer por meio desse projeto chamado “Eternidade”. 

Sua filha está começando a traçar o mesmo caminho que você. Ela também gosta de rock e quer seguir os mesmos passos que o pai? 

A minha filha ama arte e a música é uma vertente, um braço da arte dela. Desde de muito pequena, com um aninho ela já cantava as musiquinhas que ela gostava dos desenhos e era impressionante como ela tinha uma ótima dicção pra idade dela. 

A Hadassa cresceu nesse meio né, quando eu ia viajar ela ia junto, a Rosana viajou comigo por um tempo também, era muito bom! Mas minha filha ama musical de televisão e de teatro, nós já fomos em vários juntos. Já o rock ela é apaixonada também, rock and roll, pop rock são alguns dos sons que ela gosta de ouvir. Ela sempre canta com a gente um monte de coisas, eu vou ouvindo e mostrando pra ela as canções, é muito legal. 

Agora ela está desabrochando nessa área musical. Já foram doi musicais no qual ela participou e agora ela foi convidada para fazer um musical da Jeová Nissi que fica em cartaz até Agosto.

Além desse que ela está participando, tem um novo musical que chama “Hadassa o Musical”, mas que não tem nada a ver com ela, mas sim com a rainha Ester. Nós estamos aqui felizes e orando porque esse é um projeto profissional mas acima de tudo evangelístico, então eu estou muito feliz.

Qual mensagem você deixa para a igreja hoje? 

Acho que a melhor mensagem que eu poderia deixar para a igreja é deixar essa mensagem pra mim, porque eu sou a igreja!

Que nós possamos ser igreja de verdade com aqueles que não conhecem a Cristo, sermos aqueles que levam a rede, a vara de pesca para mostrar para as pessoas o alimento, ou seja, mostrarmos Cisto para as pessoas, o grande pão da vida, aquele que dá a água que a gente nunca mais sente sede. Precisamos aceitar as pessoas, não seus erros, mas as pessoas. Levando a verdade que é a palavra de Deus, mas como igreja, amando respeitando e mostrando o amor que Cristo sente por nós e sentiu naquela cruz ao fazer tudo por amor. Ele não morreu por obrigação, nem para mostrar que Ele era Rei, Jesus não precisava provar quem Ele era, Ele queria que nós entendêssemos o porque Ele veio na terra e morreu naquela cruz. Ele fez isso para salvar eu e você!

E para comemorar o dia do rock, assista ao clipe Adorai Somente a Deus:

 

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