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Israel Salazar - Jesus

Jesus

Release

Israel Salazar fala sobre CD Jesus
Irmão de bailarina, filhos de cantores e dono de uma voz ímpar, seria difícil Israel Salazar escolher outro caminho para seguir que não envolvesse as artes. A mãe do músico conta que Salazar já mostrava simpatia com os instrumentos ainda na infância quando fazia das panelas sua própria bateria. Carioca de berço, o integrante da banda Diante do Trono relata que viveu até os 16 anos em Tocantis, onde aprendeu a tocar diversos instrumentos.
Após ter deixado o estado, ingressou no Centro de Treinamento Ministerial Diante do Trono, onde gravou o primeiro álbum da escola. Depois se uniu ao DT e desde então tem feito parte da história do grupo liderado pela cantora Ana Paula Valadão. Mas neste ano, foi o momento escolhido pelo cantor para dar um novo passo rumo a carreira solo. Ele se prepara para lançar em abril o CD “Jesus”, primeiro álbum produzido pela gravadora do Diante do Trono.

Você compõe, canta, toca vários tipos de instrumentos, sua família tem alguma relação com o seu interesse pela música?
Digo que só “todos” da família tem relação com a música (risos). Sempre tive um histórico muito grande nessa área em casa. Minha mãe cresceu ouvindo boa música e conheceu meu pai no coral. Ambos cantavam no grupo. Por mais que haja alguém “desafinadinho” na minha família, todos na verdade cantam. Comecei a me interessar pela música ainda moleque; minha mãe conta que as panelas dela não ficavam paradas, porque eu as fazia de “bateria”.


Embora tenha uma voz singular, ouvi falar que você não queria ser cantor. É verdade?
Queria ser baterista. Cantar para quê? Todo mundo canta (risos). Tocava na igreja, mas minha mãe sempre dizia: “Meu filho, você tem a voz tão bonita, você precisa cantar”. Mas falava para ela que isso não era para mim. Além do mais, minha mãe canta muito, meu pai também, mas ela é uma outra dimensão (risos). Ela é a parte “preta” da família (risos). Por isso, não sentia necessidade de estar à frente de um grupo musical cantando. Entretanto, tinha uma banda de rock, na qual era baterista e aconteceu que um dia o vocalista faltou, e então tive que tocar e cantar ao mesmo tempo. Desde esse dia, não parei mais.
 

O que lhe impulsionou a ingressar no CTMDT?
Minha mãe sonhava em me ver cursando medicina, porque ela é enfermeira, enquanto meu pai queria que eu seguisse a vida no ministério. Passei a orar e vi que queria a área ministerial mais do que qualquer outra. Então passei a procurar escolas que envolvesse tanto a parte teológica quanto a musical. Meu pai recebeu um panfleto com informações do CTMDT e decidimos inscrever, mesmo sem recursos para pagar. Vim para Belo Horizonte com a cara e a coragem, aos 17 anos. Ingressei no CTMDT com o foco de me preparar para o ministério e voltar para Palmas, mas Deus tinha outros projetos.

Então quer dizer que ingressar no DT não estava em seus planos?
Na verdade, não gostava muito do estilo musical do DT, por eles terem um ritmo mais clássico, enquanto eu era jovem e gostava mais do rock, mas já admirava o ministério e o trabalho dele pelo histórico e a representatividade no Brasil. Então, jamais imaginava que participaria de tantas mudanças significativas que aconteceram no grupo, porque nos últimos anos o estilo mudou muito, embora os valores e a missão do DT permanecerem as mesmas desde a fundação. Você observa o DT 10 e compara com o DT 15 e vê que está bastante diferente.


Como tem sido todos esses anos no DT? O que você aprendeu durante todo esse tempo?
Antes de participar do DT, achava que seria para mim com uma escola, mas descobri que é muito maior. Foi um grande desafio entrar em um grupo que já era muito conhecido e consolidado no Brasil. Em todo momento a missão e o foco do grupo são muito claros. O DT em todos esses anos nunca se perdeu por que em tudo questiona: “Qual é o meu chamado?”, “Qual é o foco?’. Entrar nesse grupo com esse bonde andando, já é um aprendizado muito grande. Estar no DT é estar próximo a pessoas que sempre admirei; André Valadão, Ana Paula, pastor Márcio Valadão, Gustavo Bessa.
O maior aprendizado não é aquilo que você vê em cima do palco, o que acrescenta na vida de uma pessoa é um relacionamento íntimo, duradouro e de longo prazo. Nesses seis anos, foi um tempo de conhecer o DT e vi que ele não é um grupo que vive de aparências, é um ministério que trabalha para o cumprimento da missão dele e estes valores estão embutidos em cada um dos integrantes. A cada ministração há uma entrega diferente, não se trata de mais um CD, mas de mais um degrau de consagração. Para mim é como se fosse um pós-doutorado em vida cristã. Mais do que um grupo, são pessoas vocacionadas a cumprir a missão.

E a Ana, o que ela representa para você? Como é a sua ligação com ela?
Uau! A Ana, sempre brinca que ela é a “isquinha” que Jesus joga para “pescar” outras pessoas. Ela é a cara do grupo, porque Deus pôde confiar a ela essa responsabilidade. Há muitas pessoas que quando o Senhor dá a elas fama, status, posição, acham que é por honra e mérito delas. Quantas vezes ela nos disse: “Gente, ore por mim porque às vezes me sinto tão incapaz”. Ela é de uma simplicidade ímpar, de uma humanidade singular, uma líder com coração gigante e uma das maiores características que vejo na Ana é que ela se alegra com o crescimento dos outros. Ela entende que parte do chamado é preparar e enviar os outros, essa atitude também compõe a missão do DT.


Sua mulher também canta? Você nunca pensou em cantarem juntos?
Ela me encanta (risos), mas ela não tem ambição de ser cantora. Inclusive, quando ela veio para o CTMDT tinha em mente estudar na área de adoração, mas mudou nas primeiras semanas o curso para missões. Mesmo sem o desejo de seguir nessa área, ela me deu o ar da graça no CD “Jesus” em cantar duas canções comigo.

No seu casamento você compôs várias canções românticas, já pensou em gravá-las?
A Ana queria que eu gravasse um CD de músicas românticas cristãs, antes mesmo de gravar qualquer outro tipo, porque ela ouviu minhas canções no dia do meu casamento e gostou muito. Quando você está apaixonado, não fica pensando muito em compôr, elas veem naturalmente (risos). Ainda não tenho previsão de gravá-las, mas imagino que um dia farei isso. Percebo que há uma certa necessidade de músicas cristãs neste gênero, porque muitas das músicas tocadas são carregadas de uma espiritualidade que às vezes não é tão necessária.
Primeiro álbum da carreira solo: Jesus

Em relação ao álbum “Jesus”, você compôs todas as músicas?
O projeto vem com 12 faixas, uma delas peguei de um parceirasso, o pastor Fred Arrais. Ele tem parcerias com a Nívea Soares, David Quinlan e é um exemplo para mim. Ele me emprestou a canção “Ele me libertou” e o restante das faixas são composições minhas. Sou o responsável pela letra, harmonia e melodia.

Terá alguma participação especial?
Além da participação da minha esposa, a Ana canta comigo uma das canções.

Qual é o estilo musical do CD, segue a mesma linha do DT?
Acredito que não. O projeto está muito a minha cara.

E qual é a sua cara?
Pois é (risos), terá que ouvir para descobrir. Se eu determinar o projeto, eu limito muito porque a primeira faixa é mais voltada para o rock, tem música congregacional e outros estilos. Então, por isso, prefiro não definir.


“Jesus” é o primeiro CD da gravadora do Diante do Trono. Como se sente em ocupar este lugar?
Uma honra e uma responsabilidade imensa. Primeiro, porque o peso do nome do DT carrega um legado muito grande. Tentei honrar o ministério ao máximo com o CD “Jesus”, desde as letras que tive todo um cuidado teológico quanto as harmonias. Em tudo houve muito cuidado e também muita oração, até por que levar o nome do Salvador não é uma tarefa tão fácil.

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